Os Tipos de Licença

GNU

 

GNU General Public License (Licença Pública Geral), GNU GPL ou simplesmente GPL, é a designação da licença para software livre idealizada por Richard Stallman no final da década de 1980, no âmbito do projeto GNU da Free Software Foundation (FSF).

A GPL é a licença com maior utilização por parte de projetos de software livre, em grande parte devido à sua adoção para o projeto GNU e o sistema operacional GNU/Linux. O software utilizado para administrar o conteúdo da Wikipédia é coberto por esta licença, na sua versão 2.0 ou superiores.

 

 

BSD

 

A licença BSD é uma licença de código aberto inicialmente utilizada nos sistemas operacionais do tipo Berkeley Software Distribution (um sistema derivado do Unix). Apesar dela ter sido criada para os sistemas BSD, atualmente vários outros sistemas são distribuídos sob esta licença.

Os proprietários originais da distribuição BSD eram os "Regentes da Universidade da Califórnia", devido ao fato da BSD ter nascido na Universidade de Berkeley. A licença oficial BSD tem sido revisada desde a sua criação, e inspirou inúmeras variantes utilizadas por outros desenvolvedores de software (veja a seção abaixo, "Licenças estilo BSD").

Esta licença impõe poucas restrições quando comparada aquelas impostas por outras licenças, como a GNU General Public License ou mesmo as restrições padrão determinadas pelo copyright, colocando-a relativamente próxima do domínio público. (De fato, a licença BSD tem sido chamada de copycenter, ou "centro de cópias", em comparação com o copyright padrão e o copyleft da licença GPL: "Leve até o copycenter e faça quantas cópias quiser.")

 

 

COMERCIAL

 

O termo licença comercial é normalmente associado a contratos de licenciamento de uso de software. Os softwares chamados comerciais são aqueles pelos quais o usuário paga uma taxa de licenciamento para poder utilizar.

É importante observar que, de acordo com o modelo de licenciamento de software comercial, o que o usuário adquire quando paga pelo software é o direito de utilizá-lo segundo as regras definidas por seu contrato de licenciamento de uso. Uma analogia pode ser feita com livros: quando se compra um livro está se adquirindo a mídia impressa, mas o direito autoral do conteúdo é do autor ou da editora.

As duas restrições mais comuns nas licenças comerciais são:

  • O direito de redistribuição, por exemplo, realizar uma cópia dele e repassá-la para outro usuário. A cópia de softwares em desacordo com sua licença comercial é considerada uma cópia ilegal e esta prática é conhecida pelo termo pirataria.
  • O direito de alterar o funcionamento do software, adaptando-o para um fim específico. Como o software comercial raramente é distribuído com seu código fonte, para alterá-lo seria necessário utilizar a prática da engenharia reversa, o que costuma ser terminantemente proibido por esse tipo de licença.

A Licença comercial define também, em muitos casos, os serviços que a empresa que vende o software disponibiliza para os usuários que adquirem seu direito de uso, tais como suporte, correção de erros de funcionamento, atualização periódica e acesso a documentação de uso e outros materiais - normalmente via Internet.

As contrapartidas dos softwares cujo uso é regido por licenças comerciais são os chamados freeware, cuja licença de utilização é gratuita, e os softwares livres, normalmente distribuídos com código fonte e que possuem uma licença de uso que permite explicitamente a sua cópia, modificação e redistribuição.

 

DEMO

 

Considera-se uma demo (abreviação de "demonstração" ou "demonstration") qualquer material promocional que é uma fração de um produto maior, lançado com a intenção de dar a oportunidade de o produto ser avaliado por possíveis clientes. O termo é bastante usado nos contextos da música e dos jogos.

Na música, uma demo é geralmente gravada por bandas sem contrato com gravadoras, e são mandadas para as mesmas com a intenção de que a gravadora ouça o material da banda.

Nos jogos, um demo é lançado geralmente alguns meses antes do lançamento do produto completo, para criar expectativa entre os jogadores e dar uma amostra do que o jogo completo reserva. Pode ser do tipo jogável (geralmente possuem jogabilidade restrita à certos níveis, só permitem acesso à alguns recursos ou limitam o tempo que pode ser jogado) ou não-jogável (gravações da jogabilidade, tanto gravadas em vídeo ou jogadas usando a própria estrutura do jogo).

 

TRIAL

 

Trial é um meio de distribuição de software semelhante ao demo e ao shareware, porém com limitação de tempo. Pode ter as funções limitadas ou não, o fato marcante desse tipo de distribuição é ele parar de funcionar após certo tempo (normalmente de 15 dias a 3 meses), sendo desbloqueado após esse período com alguma chave de autenticação emitida pelo fabricante após o pagamento ser confirmado.

 

FREEWARE

 

Software gratuito ou freeware é qualquer programa de computador cuja utilização não implica o pagamento de licenças de uso ou royalties. É importante não confundir o "free" de "freeware" com o "free" de "free software", pois no primeiro uso o significado é de gratuito, e no segundo de livre. Um programa licenciado como "freeware" não é necessariamente um software livre, pode não ter código aberto e pode acompanhar licenças restritivas, limitando o uso comercial, a redistribuição não autorizada, a modificação não autorizada ou outros tipos de restrições. O freeware diferencia-se do shareware, no qual o usuário deve pagar para acessar a funcionalidade completa ou tem um tempo limitado de uso gratuito.